sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Victims in London

Primeiramente, oi. 

Como mencionei antes, em Novembro eu fui no show da minha banda favorita na minha cidade favorita. Eu estava double feliz porque eu não somente iria pro show, eu passaria três dias em Londres! Minha primeira visita à capital inglesa tinha sido muito rápida, eu tinha passado todo o tempo vendo obra arquitetônica, então dessa vez eu poderia turistar. E ah, The Killers.


Eu nunca tinha ido no show dos caras, mas era um dos meus sonhos. Perdi o show deles no Lolla e fiquei boladíssimo, então quando descobri que viria pro Reino Unido fiquei com a esperança de eles passarem por aqui. O foda é que eles não tavam em tour, então eu já estava perdendo as esperanças... Eis que, do nada, eles anunciam um show "surpresa" em Londres. Um show apenas. Eu tive um mini-heartattack e pensei "caralho, eu vou conseguir esses ingressos, nem que eu tenha que ligar pra Rainha!". O negócio é que os shows esgotam MUITO rápido aqui. Tipo, em segundos, às vezes. O Arctic Monkeys fez tour no UK e eu super animei de ir, mas quando me dei conta já tinha esgotado... Um tour. Em poucas horas. Não pode dar bobeira! Esse show do The Killers seria meio privê, num lugar pequeno, o que significava ainda menos ingressos, então eu me preparei: dei um jeito de participar da pré-venda, o que me garantia mais chances, e tive que faltar aula pra estar na frente do computador de manhã e ficar dando f5 na página. Consegui os meus benditos ingressos!! Pra mim e pra minha amiga australiana. Foi tipo, a mesma sensação de passar no vestibular. Era real: eu veria os caras de Las Vegas ao vivo em alguns dias. 

Perdi o show no Lollapalooza

O quê?? Show? Surpresa?

Consegui os ingressos!

Minha amiga tem família em Londres, então eles ofereceram pra nos hospedar no fim de semana, o que significava três dias turistando na minha cidade favorita! Fomos pra Londres de ônibus e assim que pisamos na capital inglesa corremos pro Eventim Apollo, o local do show. A fila já estava bastante grande, mas no fim deu tudo certo, conseguimos um lugar muito bom e próximo do palco. Apesar da espera ter sido meio longa, porque não teve banda de abertura, quando as luzes apagaram e eles subiram no palco tocando "Shot at the Night", tudo valeu a pena. Não sei descrever aquele show... O povo que tava lá eram todos muito fãs, porque eram poucos ingressos e foi um show aleatório, então foi a melhor vibe! Todos cantando, vibrando, pulando. O Brandon e a banda estavam muito animados com a reação do público e fizeram o melhor show... Foi incrível.

Mr. Flowers

Tocando minhas músicas favoritas.
Todo mundo: Emma. Eu: Ezra

Como eu disse, não tinha turistado por Londres ainda. Pra vocês terem noção, na minha primeira visita eu não tinha nem visto o Big Ben. Dessa vez, eu fiz programa de turista mesmo: Buckingham Palace, Westminster Abbey, London Eye, Parlamento, etc. Também fui na "Plataform 9-3/4" na King's Cross! Uma parede com um carrinho, mas rende umas boas fotos e realiza um sonho de infância. Visitei Camdem Town também, que foi um dos meus lugares preferidos... Que lugar único! Muitas culturas, estilos, tribos. E comi uma quentinha de comida brasileira! Foi daquelas de pedreiro, mas nunca fiquei tão feliz em comer feijão, arroz, farofa e bife acebolado... com Guaraná ♥ Camdem vale uma visita, com certeza. 


Ravenclaw, bitches.

Feijão. Farofa. Guaraná.

Essa foi minha viagem favorita no Reino Unido até agora. Escrevendo esse post até fiquei com saudades... Além dessa trip, o meu final de ano foi ótimo, nos próximos posts contarei sobre meu Natal britânico e meu Ano Novo tcheco. Tchau!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Bruxas, fogueiras e barbeiros

E aí!

Acho que uma das coisas mais importantes quando se mora no exterior é o intercâmbio cultural - você trazer um pouco da sua cultura pros nativos e absorver um pouco da cultura deles. A gente trouxe as havaianas, porque brasileiro que é brasileiro usa chinelo na chuva, na neve, no frio, no vento e na lava. E com eles eu comemorei duas datas que não costumava comemorar no Brasil: Halloween e Bonfire Night.

O Halloween, ou Dia das Bruxas, também é conhecido no Brasil e se comemora no dia 31 de Outubro. É um tradição principalmente nos países de língua inglesa e os Estados Unidos é o país onde essa cultura é mais forte. Na Inglaterra, é bastante temático - algumas lojas e casas fazem decorações e até programas de TV aderem ao tema. Nos dias que antecedem a data, as lojas de fantasias ficam lotadas! Tipo, filas nas ruas e tudo mais... A galera pira, porque o assunto da semana são as festas à fantasia na noite de Halloween. Claro que entrei na onda e fui atrás de um traje especial! As fantasias completas eram muito caras e tavam acabando, o negócio era comprar alguns acessórios, improvisar e ver o que rolava. O povo se empenha mesmo, gastam dinheiro com maquiagem, perucas e acessórios pra ver quem fica com a fantasia mais criativa. Eu não queria gastar minhas rainhas com fantasia, por isso comprei umas coisas ou outras e acabei como vampiro! Achei clássico, não tem erro. 

Se dando conta de que a fila que tá na rua é pra loja de fantasia
Palmas pra Nat e sua maquiagem de fantasma!

Em Leeds tem um club chamado Halo, que é uma boate numa igreja - não é uma igreja de verdade, é só o prédio. Uma das maiores festas de Halloween daqui seria a 'Haloween', uma festa do Dia das Bruxas numa igreja! A bad da noite foi que a Halo estava lotada e mesmo com os ingressos, não conseguimos entrar. Boladíssimos! A noite de Halloween acabou num pub, todos fantasiados e alegres. 

Festa que vende mais ingresso do que tem capacidade de suportar

No dia 05 de Novembro, comemora-se o Bonfire Night por todo o Reino Unido - e mais alguns países, pelo que ouvi falar. Não sei dos paranauê, mas parece que uma cara aí das antigas tentou botar fogo no parlamento britânico e foi pego no flagra, daí botaram fogo nele! Assim, prático. Quem quiser a história na íntegra, google it! Enfim, daí essa data ficou conhecida como 'Noite da Fogueira' porque botaram fogo no moço. No Bonfire, eles até fazem uns bonecos do sujeito e queimam por aí... Tipo, bizarro, mas tá. Nessa noite rola uma fogueira gigante e um show de fogos nos maiores parques da cidade, o que é muito legal! É tipo um festival assim, todo mundo vai pra rua e tem fogos de artificio por todo canto. Fomos pra um dos maiores parques de West Yorkshire e lá estava a fogueira, da qual não saí de perto porque estava frio de-mais. O show de fogos foi OK, foi interessante pra conhecer, mas nada demais assim. 

Como assim comemoraram o churrasquinho do cara?

Além desses dois eventos, no final de Outubro eu assisti pela primeira vez uma peça de musical - daquelas que os atores cantam mesmo, na sua frente: Sweenet Todd - O barbeiro demoníaco da rua Fleet. Esse musical tem um filme do Tim Burton, com o Johnny Depp e a Helena Bonham Carter, mas é claro que a peça não tinha a Belatriz e o Jack Sparrow, infelizmente. Eu já tinha visto o filme, mas ver a peça foi demais. O cenário mudando, a galera cantando assim... É de arrepiar. O palco e a sala eram relativamente pequenos e já foi demais, daí eu me pergunto como deve ser um Les Mis na West End em Londres... Quem sabe um dia!

Um musical bem fofo... não pera

Esse foi meu final de Outubro, início de Novembro... Faz tão pouco tempo, mas parece tão longe! Já estou aqui há mais de cinco meses. Contarei um pouco mais das ciladinhas do semestre passado nos próximos posts! Té mais. 

domingo, 26 de janeiro de 2014

Architecture School

Y'alright?

Eu estava planejando esse post pra mais tarde mas como algumas pessoas pediram pra saber um pouco mais sobre a Escola de Arquitetura Britânica, aqui vai!

Antes de vir pra cá eu já tinha feito um post falando um pouco sobre as matérias que cursaria aqui e tudo mais, mas nesse vou ser mais específico sobre as matérias, minhas impressões do curso e o que aprendi até agora. É interessante que comecei meu segundo semestre essa semana, então posso dar um insight sobre como vai ser também :)

No primeiro semestre (Setembro - Dezembro) eu tive três matérias, aqui chamadas de modules. Duas matérias teóricas (Tech e Context) e uma matéria de projeto (Studio).

1) Contextual Studies

Bem, essa matéria foi a mais teórica e mais parecida com o que eu tinha no Brasil. Fala sobre um pouco de tudo: teoria urbana, sociologia, história da arquitetura, etc. Foi tranquila! Duas horas por semana, tivemos aulas expositivas, fizemos um seminário sobre uma das teorias e um essay (dissertação) de duas mil palavras. No meu semestre atual nós temos uma professora diferente mas o esquema vai ser o mesmo - seminário e essay, só que vai ser mais puxado aparentemente, porque ela quer que a nossa estrutura de trabalho já seja meio que puxando pro terceiro ano daqui, que é a dissertação final deles (tipo o TCC). 

2) Architectural Technology

Esse módulo vai ser o mesmo durante os dois semestres, porque começamos semestre passado mas não tivemos avaliações nem nada, então continua nesse. É sobre tecnologias mesmo, nós vemos um pouco de: conforto ambiental, materiais, técninas construtivas, etc. Como é um módulo dividido em dois semestres, só temos aulas semana sim, semana não, super tranquilo! Uma vez que  não tivemos trabalhos no semestre passado, nesse nós vamos ter algumas avaliações - só não sei ainda quais, e parece que eles querem que a gente integre tudo com o projeto que desenvolvermos em Studio, tipo uma conexão entre as matérias. 

3) Architectural Design

O bendito Studio. Essa é a matéria com maior número de créditos... São duas vezes por semana, cada dia entre 10am e 5pm, então é bastante exaustivo. Uma matéria de projeto, mas que envolve um pouco de teoria, maquetes, design e tudo mais. Eu tinha que entregar coisa toda semana no semestre passado! Nós tivemos diferentes etapas do mesmo projeto durante o semestre. Nosso estudo de caso foi numa cidade na costa noroeste da Inglaterra, Blackpool. Primeiro fizemos uma análise do sítio em grupo, análise individual, crítica e depois começou a parte de projeto. 

Eu chegando na faculdade toda segunda de entrega

O curso de BA Architecture aqui é muito mais artístico do que o meu curso de Arquitetura e Urbanismo do Brasil! Acho que isso se deve ao fato de que "Arquitetura" é divida em vários cursos aqui: Interior Architecture (foco em design e interiores), Landscape Architecture (voltado pro paisagismo), Architectural Technology (tecnologias, estrutura, materiais, etc) e Architecture (projeto, conceito, modelos, etc). 

Tudo que a gente aprende num só curso em cinco anos, eles têm em diferentes cursos de três anos... As matérias são muito mais aplicadas. O que sobrou pra Architecture (meu curso) foi o lado criativo do projeto arquitetônico - a ideia, o desenvolvimento da ideia, o conceito, etc. Aqui eu não fiz planta-corte-fachada. Eu fiz análises, croquis, pinturas, maquetes, montagens, fotografias. Os meus tutores criticavam fortemente a 'starchitecture' - aqueles prédios 'forma-pela-forma' fora de contexto que caem de paraquedas no meio do terreno. Eles insistiam na ideia de que 'o contexto [do terreno] faz a arquitetura, não é a arquitetura que se encaixa no contexto', ou algo traduzido nesse sentido. Nossa, falando assim até parece que dominei o assunto, mas até eu entender que era isso que eles queriam e não uma planta baixa, foi foda! Cheguei aqui com aquela metodologia de projeto pronta na cabeça, aquela mesmo pensamento dentro da caixa que a escola de arquitetura brasileira vem mantendo desde o modernismo e que ainda não conseguiu se desfazer. Foi como se eles pegassem meus dois anos e meio de ensino de projeto e falassem "não é assim, é de outro jeito", e foi nesse sentido que me referi quando disse que tive problemas pra adaptar ao curso. 

Quando finalmente entendi o objetivo do Studio

Eu não toquei no Cad desde que cheguei aqui. Nem no Sketch, nem Revit, nem nada. Esses programas são mais usados no curso de Architectural Technology, onde eles tem aula de BIM. Eu usei trabalho manual - maquete, desenho, foto, pintura - e programas de design (InDesign, Illustrator, Photoshop) pra fazer montagens de fotos e pranchas. 

Sem planta? Sem corte de escada? Sem elevação?

Enfim, tivemos vários trabalhos durante o semestre e toda semana tinham os tutorials. Todos traziam seus trabalhos da semana, penduravam na parede e os tutores iam de trabalho em trabalho, daí você tinha que apresentar sua ideia (sozinho, na frente de todo mundo... em inglês) e eles te dariam feedback - onde você acertou, o que foi errado, o que consertar e etc. - e você anotaria tudo isso e pronto. Você não entregava o trabalho, não tinha nota. No final do semestre você entregaria um portfolio, contendo todos os trabalhos desenvolvidos no semestre mas agora corrigidos, com as dicas que você recebeu no feedback. Aí então, eles te dão uma nota pelo semestre.

Entregando o portfolio

Eu comentei um pouco sobre o Studio nesse post e como nós tivemos uma apresentaçõs dos tutores e depois escolhemos em qual estúdio queremos trabalhar. No semestre passado peguei uma dupla de tutores bem exigentes, mas nesse semestre tivemos que trocar (thank God!) e eu escolhi um cara novo, um arquiteto que trabalha em Londres e vai tocar o nosso estúdio sozinho! O cara parece super estrelinha e tou empolgado :)

Novo tutor!

Estrutura física

A estrutura da Leeds Metropolitan é muito boa! Temos uma biblioteca de cinco andares no nosso Campus, pra diferentes cursos, mas praticamente metade um andar é com livros de arquitetura e urbanismo. Além disso, o quarto andar é o laboratório de Cad, como eles chamam, com vários computadores fodas, Macs e PCs, contendo todos os programas de arquitetura e design. Ah, e tem também quatro plotters de GRAÇA nesse andar. Ou seja, você pode ir pra lá, fazer todos os seus trabalhos nos computadores e plotar ali, quantas vezes quiser. Nem preciso comentar que véspera de entrega é um caos e a fila da plotter é grande, mas arquitetura é assim em qualquer parte do mundo, eu acho. Além disso temos a maquetaria que é top! Altas máquinas desde simples aparelhos pra marcenaria até máquinas de corte a laser, corte de metal, etc. Tem também lugar pra trabalhar com gesso e etc. Enfim, eles te dão todas as ferramentas pra você trabalhar a sua criatividade, é só desenvolver. Isso sem contar o espaço do estúdio, com mesas de trabalho, mesas de desenho e tudo mais. Na biblioteca também você pode alugar câmeras profissionais, de foto ou vídeo, caso precise tirar fotos pra trabalho ou viagem de campo. 

Plotter de graça?

Estrutura do curso

Perguntaram sobre as matérias de cada ano. Em Architecture, são as mesmas matérias nos três anos (studio, context e tech), só que em cada ano com assuntos diferentes, é claro. Só no terceiro ano que eles tem uma matéria a mais, tipo TCC. Outra coisa que intriga as pessoas: terminar o curso em três anos?? Você não se forma arquiteto com três anos de curso. Tem que fazer mestrado. Pra ter o equivalente ao CAU que temos no Brasil - a permissão pra exercer, que aqui é o RIBA, você tem que ter sete anos de curso! Não sei muito bem como funciona, mas parece que os outros quatro anos são dois de mestrado e dois de estágio. 

That's all folks! Espero ter esclarecido a dúvida de todos, matado a curiosidade de outros. O post ficou imenso, mas tentei resumir tudo que podia falar sobre meu curso aqui. Posso ter esquecido algo, mas qualquer dúvida me perguntem. Até mais!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Manchester, mate!

E aí raça!

Primeiro post do ano! Bem, sei que algumas pessoas pediram pra eu contar um pouco sobre o curso de Arquitetura aqui no Reino Unido, mas eu ainda estou bolando um post sobre isso e por enquanto vou continuar contando os eventos do semestre passado :)

Uma das coisas que mais me empolgou em vir pro Reino Unido foi o cenário musical! Não preciso nem comentar a quantidade de artistas incríveis que esse país exportou pro mundo, mas o que me deixou animado foram os shows que rolam por aqui, porque sou de Floripa e é bem difícil algum artista internacional aparecer por lá.


Artistas que vão a Curitiba e Porto Alegre, mas pulam Floripa.

Antes de vir pra cá ou mesmo no primeiro mês aqui eu ainda não tinha planejado nenhum show nem nada, então em Outubro, no meio das minhas procrastinações, decidi pesquisar o que tava rolando de show aqui por perto. Era domingo a noite, eu estava longe de terminar um trabalho que era pra entregar no dia seguinte, e descubro que vai rolar um show em Manchester na segunda! Sim ou óbvio que decidi ir? Pois é, convidei minha amiga (que também tinha trabalho pra segunda) e compramos os ingressos e passagens!

Show amanhã? Hell yeah, bitch!

Estava empolgado porque também era uma oportunidade de ir a Manchester, que eu nunca tinha visitado e sabia que era uma das maiores cidades inglesas... Foi apenas uma hora de bus de Leeds, tranquilo! Era fim de tarde mas deu pra ter uma boa primeira impressão da cidade... Curti bastante! Era grande, misturava histórico e moderno, achei massa. Graças ao Google Maps achamos a O2 Apollo, onde foi o show do MGMT. O show foi muito bom, eu curto muito a banda e a vibe tava muito tranquila! 

Nessa oportunidade eu mal sabia que eu voltaria a Manchester mais duas vezes naquele mesmo mês.

MGMT

Me empolguei com esse lance de show e comecei a pesquisar tudo que tava rolando por aqui. Achei mais dois shows em Manchester, em Outubro, e convidei minha colega australiana pra ir comigo. Na segunda vez que fui a Manchester, pra ver a Kate Nash no Manchester Academy 2, fui de manhã e como o show era só a noite tive tempo de conhecer a cidade com calma! Fui no estádio do Manchester United, Museu do Futebol e etc., foi bem legal. O show da Kate foi ótimo! Ela é muito gente boa, as músicas são muito boas de ouvir, tava um clima bem legal. 

Pelé em Manchester

Man Utd

Kate

Na minha terceira visita a Manchester fui ver a Jessie J na Phones 4U Arena. Como era um show grande tivemos que ir mais cedo pra aguardar na fila e tudo mais. A arena era enorme e o show foi ótimo! Altas produção e a Jessie é muito simpática e canta demais! Valeu a pena. Em todos os três shows eu consegui ficar muito perto dos artistas, o que foi muito legal.

Jessie

Sim, ela é louca... Mas num bom sentido!

Eu voltaria a Manchester mais vezes, até porque a maioria dos artistas que fazem tour no Reino Unido passam por lá e a cidade fica a uma hora de Leeds. Esse foi basicamente o meu mês de Outubro: shows. É claro que fiquei pobre muito rápido, porque shows e passagens acabam pesando no bolso, mas não me arrependo, valeu muito a pena. Nos próximos posts falarei sobre mais um evento de Outubro, o Halloween! E também como eu acabei indo em mais um show, no início de Novembro, mas da minha banda favorita e na minha cidade favorita. 

Valeu!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

York for free!

You're alright, mate?

Essa é a expressão que eles mais usam aqui... Pode ter a variante "You're alright, love?", se for uma mulher. Serve pra tudo! Pra dizer "E aí, tudo bem?", "Você tá acompanhando o que eu tô dizendo?", "Você precisa de ajuda?", se a pessoa desconfia que você está agindo estranho e dá aquela conferida "Tá tudo certo?" Enfim, é uma coisa de inglês! Não sei se é aqui do norte, mas eu ouço direto. 

Essa semana resolvi tomar vergonha na cara e me dedicar mais ao blog porque sei que a galerinha tá chegando em janeiro, então quero contar como foram as minhas primeiras experiências porque sei que eles devem estar muito ansiosos! E também pra manter atualizados os amigos e família (se é que alguém está lendo o blog he he).

Reality

Estamos no final de Setembro/ início de Outubro. Na mesma semana que fui à Blackpool também fiz uma viagem curtinha mas muito divertida aqui em Yorkshire mesmo, fui pra cidade de York! Fica a uns 30-40 minutos de Leeds, indo de ônibus, e o mais legal foi que a universidade nos deu a viagem de graça! Porque somos internacionais :) Teve direito a guia turístico e tudo mais, muito bom!

Viagem de graça!

Não sei muito sobre a história (Google it!) mas sei que uma das cidades mais antigas do Reino Unido, tanto que tem até uma muralha lá e a cidade é toda medieval, muito linda! É aquele tipo de cidadezinha inglesa clássica que a gente vê nos filmes de Idade Média e parece que parou no tempo, mas num bom sentido! É aconchegante e bonitinha, com casinhas de pedra, flores, parques, etc.  

Riozinho
The Wall
Flores e construções antigas 
Sunshine
York Minster

Ainda por cima tava um dia lindo de Outono! Aquele friozinho bom, sem vento, com céu limpo e um sol que só aquece mas não queima. Bom demais! E pra nossa sorte, só que não, tava rolando o último dia de um Food Festival (Festival de Comidas) muito legal, com várias feirinhas de todos os tipos de comidas caseiras e tava uma delícia! Sim ou claro que engordei a vida naquela feira? Tava com saudades de comida boa e acabei comendo mais do que devia e ficando pobre. 

Food Festival

VS

Minha situação financeira

Voltando a vida acadêmica eu estava cheio de coisa pra fazer no studio! Depois daquele levantamento de dados em grupo, os tutores dividiram o segundo e terceiro ano e nos deram um trabalho individual. Novamente, me senti perdidão... Acabou que tive que fazer mais uma visita à Blackpool! Sim, quando podia estar indo pra cidades lindas como York tive que ir de novo pra Blackpool... Mas dessa vez foi muito legal, porque foram comigo a Rachel, minha flat mate que é de lá, então ela conhecia os lugares e tal, e a Quinn, nossa colega australiana que queria conhecer quanto mais cidades inglesas possíveis, ainda que Blackpool não seja lá a melhor escolha pra passear... Enfim, recolhi mais alguns dados, fotos e foi só sucesso.

Eu fazendo os trabalhos aqui

Mais uma apresentação sozinho e fui vendo que tava pegando o jeito pra coisa... Hoje em dia eu nem fico tããão nervoso, ainda fico um pouco é claro, mas eu conheço melhor as pessoas e meu inglês definitivamente é melhor hoje, então tá de boa! 

Por hoje é isso galera! Já é Outubro na nossa linha do tempo, estou quase em dia com os posts, né? Outra coisa que falam muito aqui em Yorkshire: "Ta, love!", que significa "Thanks!". Especialmente se você for num Greggs em Leeds, de cinco palavras que a atendente fala, quatro são "love". 

Então é isso, Ta!